• Plantando saúde e reparação:

    O uso terapêutico da maconha nas favelas do Rio de Janeiro

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    Uma análise favelada sobre o uso terapêutico da maconha nas favelas

    do Rio de Janeiro

     

     

    Esta pesquisa surgiu da urgência de um desses temas: o uso terapêutico da maconha nas favelas. Observamos, ao nosso redor, que muitas famílias têm encontrado na maconha o alívio de dores e sintomas para diversas doenças. Para famílias ricas, brancas e de classe média, este uso já é uma realidade. Para nós, no entanto, sobra a criminalização e o racismo, que impedem que mais pessoas tenham acesso aos benefícios terapêuticos dessa substância.

     

    Sabemos que ainda existe muito preconceito sobre o tema, e é por isso que queremos produzir conhecimento. Queremos mudanças na política de drogas, mas não apenas assisti-las como espectadoras; queremos participar da formulação de políticas públicas que impactam diretamente nossa vida. As favelas também querem e devem falar sobre drogas e ter acesso a tudo o que o Estado nos nega somente pela cor da nossa pele e o lugar em que vivemos.

     

    Esta pesquisa é, além de um retrato sobre os desafios enfrentados por nós, faveladas e favelados, no acesso à saúde como um direito, uma chamada para pensarmos políticas que reparem os impactos da guerra às drogas em nossas vidas. As favelas não podem ficar com a guerra enquanto as classes média e alta, brancas, têm acesso aos potenciais terapêuticos das substâncias psicoativas.

     

    Nada sobre nós sem nós.

     

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    Plantando saúde

    e reparação:

    O uso terapêutico da maconha nas favelas do Rio de Janeiro
  • Metodologia do projeto

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    A pesquisa

    A pesquisa tem caráter quantitativo e foi realizada através da aplicação de um questionário anônimo online semi-estruturado - através da ferramenta Google Forms - destinado a moradores de favela que fazem ou querem fazer uso terapêutico da maconha.

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    O objetivo

    O objetivo principal da pesquisa era compreender um pouco mais da visão de moradoras e moradores de favelas sobre a maconha e as principais dificuldades relacionadas ao uso terapêutico. As respostas destas questões foram usadas ao longo do relatório para ilustrar situações vividas por pessoas e famílias que fazem o uso terapêutico.

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    Os questionários

    O questionário ficou disponível durante três semanas em dezembro de 2022 e sua divulgação foi feita pelos perfis das redes sociais da Movimentos e de seus membros e através de grupos de WhatsApp. Ao todo, 108 respostas foram recebidas; três delas foram descartadas por estarem fora do recorte da pesquisa.

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    As respostas

    As respostas obtidas com os questionários foram reunidas em um banco de dados. Após a sistematização dos dados, foram geradas tabelas e gráficos com os números encontrados e uma planilha com as respostas das perguntas abertas.

  • Coordenação de pesquisa

    Jéssica Souto

    Paula Napolião

    Pesquisa

    Aristênio Gomes

    André Galdino

    Karina Donaria

    Thaynara Santos

    Ricardo Fernandes

    Sabrina Martina

    Parceiros territoriais

    Núcleo de Estimulação Estrela de Maria (NEEM)

    Coletivo Reparação Social Histórica e Acesso (RSHA)

    Estatística

    Jonas Pacheco

    Texto

    Paula Napolião

    Ilustração e design

    Sophia Andrezza

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